quinta-feira, 4 de julho de 2013

A FAMÍLIA NA ÉPOCA PÓS-MODERNA


Sal.127.
INTRO.
- A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização.

 - A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo.

 - A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade.

 - A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados.

 - A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais.

 Que atitude tomar?

 Que escolhas fazer para não perder sua identidade?

 Quero sugerir algumas decisões:

 
Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas.

 - No mundo temos Deus, pessoas e coisas.

 Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas.

 - Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas.

A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus.

 - Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser.

Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo.

 
Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos.

 - O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil.

Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos.

 - Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge.

- Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos.

 - O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis.

 
Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos.

 - Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos.

 - Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes.

 Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença.

 Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos.

 - Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus.

 Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira.

 - Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança.

 - Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.

Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas.

- Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas.

 - Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia.

Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes.

Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice.

Pessoas valem mais do que coisas.

 - Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais.

 É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.

 Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes.

- Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante.

 Não poucas vezes, sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes.

 - Nosso relacionamento com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes.

 Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice.

- A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas.

 Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!
 
Que Deus resplança o Seu rosto sobre vece e te de luz!!!
 
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

ENSINE A SEU FILHO - FILHOS ADULTOS, COMO CORRIGÍ-LOS?


Durante uma refeição matinal o casal que dividia a mesa comigo me fez o seguinte pedido: “Por favor, ore por nós. Estamos desgastados e sem energia para lidar com nossos filhos, que são adultos”. Esta é uma situação bastante comum, muito embora este pedido de ajuda não seja feito com tanta frequência.

Uma número considerável de pais considera que este não é um assunto que deva ser compartilhado com outras pessoas. A situação, na maioria dos casos, se agrava até o ponto em que o relacionamento pais e filhos precisa daquilo que Malaquias chama de conversão de pais aos filhos e de filhos aos pais.

Paternidade é algo que se aprende. É uma habilidade que pode ser aprendida, desenvolvida, compartilhada e, ainda que cada filho seja diferente do outro (dentro de uma mesma família), um sistema de conduta pode ser adotado para produzir resultados satisfatórios.

A oração é indispensável para nos auxiliar em qualquer situação da vida. Ela revela que somos dependentes da ajuda do alto, que somos humildes para reconhecer limitações e que estamos abertos para efetuar mudanças em nossas práticas. Mas algumas vezes a oração também precisa acompanhada de um pedido de ajuda nos relacionamentos horizontais.

Portanto meu pergunta hoje é: Está enfrentando lutas na educação de seus filhos? Peça ajuda, em primeiro lugar a Deus, o Pai por excelência. Busque auxílio na sabedoria dos mais velhos (avôs e avós), de especialistas que tenham princípios cristãos, junte-se a outros pais e forme um grupo de estudos. Conte com nossa ajuda também.

Afinal de contas a paternidade pode ser uma experiência maravilhosa, e os anos da adolescência podem ser os melhores do seu relacionamento com os filhos!

Originalmente publicado em Ensine a Seu Filho.
*O autor é diretor do ministério de Educação de Filhos da Universidade da Família.

*Por Dinart Barradas.